O jornal “The Washington Post” lançou o desafio aos seus leitores para descrever o ano 2020 numa só palavra. As palavras escolhidas foram: “exhausting”, “chaotic”, “relentless”, “surreal” e “lost”.
De uma maneira geral, as pessoas consideram que 2020 foi um ano exigente e que obrigou a uma enorme capacidade de resiliência.
A pandemia já provocou mais de um milhão e setenta e sete mil mortos e mais 37,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. De acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, em Portugal morreram 7701 pessoas, há 476 187 casos confirmados e 366 080 recuperados.
Cada um destes números representa uma pessoa. São números devastadores que nos devem fazer refletir. E apesar destes números, há pessoas que continuam a colocar em risco a saúde de todos, a desafiar as recomendações e a não cumprir com as regras. Não é pelo facto de nos sentirmos esgotados e saturados de todas as medidas, que a situação vai desaparecer, pelo contrário, corremos mais riscos.
O Natal e o Ano Novo foram um exemplo disso mesmo. São épocas em que habitualmente as famílias se juntam, que convidam à proximidade e ao convívio. Porém, estas situações, que nos levam a juntar com aqueles que amamos ou com quem já não estamos há muito tempo, são suscetíveis de colocar em risco a nossa saúde e a dos outros, precisamente porque aumentam a probabilidade de contrair a COVID-19.
O vírus não faz tréguas pelo facto de ser Natal e Ano Novo. Diferente não tem de ter uma conotação negativa. Viver o Natal e o Ano Novo de uma forma mais contida até pode ser positivo. Gostar das pessoas passa por cuidar delas e não as colocar em risco e, na situação atual em que vivemos, precisamos de estar mais distantes fisicamente.
A COVID-19 afetou vários setores da sociedade e a todos, de diferentes formas, a nível individual. Foi um ano cheio de desafios. Para muitos, também um ano repleto de superação e aprendizagem. O mundo não será o mesmo depois deste marco que foi 2020.
Podemos dizer que, de uma forma geral, existe uma esperança em relação ao mês de janeiro, a de que temos oportunidade para iniciar um novo ciclo na nossa vida. Temos 365 dias pela frente para tomarmos decisões, cuidarmos bem de nós próprios, contribuirmos para a preservação do planeta, respeitarmos os animais, estimarmos as pessoas que fazem bem à nossa vida e deixar para trás o que nos limita e bloqueia.
Resolva aquela questão que está a condicionar algum aspeto da sua vida. Tire da gaveta aquele projeto que há tanto tempo não vê a luz do dia e dedique-se a ele. Recomeçar não significa manter os mesmos padrões, mas dá-nos a possibilidade de deixar para trás o que nos impede de avançar com confiança e segurança.
Que o novo ano traga esperanças renovadas numa solução para este desafio mundial que nos afeta a todos e a cada um de forma tão particular.
Que 2021 seja um novo começo. Estime cada dia e deseje o que for melhor para si e para a sua vida. O seu futuro é construído na base das suas ações, intenções, pensamentos, sentimentos e decisões do presente.



Imagens de Danielle MacInnes e JOHN TOWNER via Unsplash

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