Robert McCall

Robert McCall é um ex-agente das forças especiais norte-americanas. Após a morte da mulher, decide abandonar a vida militar para passar a viver uma vida tranquila, sob anonimato. Com exceção de Susan Plummer, todos os seus colegas pensam que Robert McCall morreu em missão. 

É solitário, reservado, discreto e tem rotinas metodicamente controladas. Sem que tenham conhecimento, auxilia as pessoas boas que, devido às circunstâncias da vida, se encontram em situações perigosas. É, por isso, um justiceiro. Apesar de levar uma vida pacata e de não procurar por sarilhos, não consegue ficar indiferente às injustiças que acontecem às pessoas boas que ele ama ou com quem contacta e, nessas situações, recorre ao seu treino militar e ao seu passado de violência para perseguir os responsáveis e dar-lhes uma valente lição. Nos casos mais graves, como foi o rapto de uma criança e o homicídio da sua amiga e colega Susan Plummer, McCall fê-los pagar com a própria vida. 

A característica que eu mais aprecio neste personagem é que dá sempre uma oportunidade aos mauzões para se sentirem arrependidos

A característica que eu mais aprecio neste personagem é que dá sempre uma oportunidade aos mauzões para se sentirem arrependidos, assumirem publicamente o mal que provocaram e, sempre que possível, remediarem as situações. Para os que aceitam expor a verdade, a sua vida é poupada, mas, para os que recusam, Robert McCall mata-os sem misericórdia.

Para quem nunca ouviu falar de Robert McCall, estou a referir-me à personagem representada pelo ator Denzel Washington, nos filmes “The Equalizer – Sem Misericórdia” e “The Equalizer 2 – A vingança”.

Trata-se apenas de um filme, é ficção, não é a realidade. São atores a representar personagens, há cenários e cenas, mas os filmes têm a capacidade de nos desligar da realidade por breves instantes, são uma excelente distração e podem apaziguar o nosso interior quando está inquieto. Gosto muito destes dois filmes, porque não há misericórdia para as pessoas que praticam o mal e a sua impunidade tem um certo limite. Gostava que a realidade fosse assim. Gostava que houvesse um Robert McCall algures.

Acredito convictamente que um dia teremos de prestar contas pelas opções que fizemos e pela forma como decidimos viver a nossa vida

No nosso quotidiano travamos as nossas guerras. Pode ser com um familiar, um colega mal-intencionado, uma chefia difícil, uma doença, uma separação, uma perda ou até mesmo connosco próprios. Podemos gostar de estar no nosso canto, de não incomodarmos ninguém, de não fazermos mal aos outros, de ter uma conduta honesta e séria e haver pessoas que têm prazer em fazer precisamente o oposto. Intrometem-se na vida dos outros para desestabilizar e incomodar, têm de ser o centro das atenções, não suportam que outros sejam valorizados e reconhecidos, usam de todos os meios para atingirem os seus objetivos, são invejosos e vingativos, não suportam que os outros sejam alegres e bem-dispostos. Para estes pobres de espírito, que não se contentam com a sua vida, seria muito conveniente aparecer um Robert McCall para lhes dar uma lição.

É sempre bom quando a verdade vem ao de cima, quando as situações duvidosas são postas a descoberto e quando os responsáveis são apanhados e punidos. Quando a justiça não funciona, as pessoas deixam de acreditar no sistema, tornam-se revoltadas e começam a querer fazer justiça por outros meios, o que nunca é bom.

Por muito que o caminho possa parecer difícil e os obstáculos parecerem gigantes, é sempre preferível praticarmos o bem, sermos justos e honestos. Por isso, opte por ter integridade, comporte-se de uma forma que mereça respeito, seja competente e esforce-se por dar o seu melhor em tudo o que faz e em todas as suas relações.

Gostava que houvesse um Robert McCall algures.

Acredito convictamente que um dia teremos de prestar contas pelas opções que fizemos e pela forma como decidimos viver a nossa vida e acredito que um dia todos teremos que responder pelos nossos atos. Tudo o que fazemos tem consequências, positivas ou negativas, que nos influenciam a nós próprios e, frequentemente, influenciam outros. Todos temos a nossa história, uma razão de ser para a pessoa em que nos tornamos, mas não temos o direito de prejudicarmos outra pessoa, com uma boa natureza, apenas por razões de inveja. As pessoas boas são sempre as que mais sofrem. Por isso, se a pessoa é mal-intencionada, deve ser repreendida, mas se pratica o bem, deve ser recompensada. A impunidade dos que praticam más ações é injusta e revoltante. 

Na luta do dia a dia entre o bem e o mal, poder recorrer a Robert McCall seria uma ajuda preciosa. 


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Imagens de Steve Halama via Unsplash e via IMDB

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